
Bem, se a gente estivesse dirigindo numa boa e de repente avistasse o cara aí em cima no espelho, certamente aquele arrepio gelado correria pela espinha. Mas a gente não sairia correndo: criaríamos coragem e pararíamos para trocar uma ideia com Shawn Ellington, o dono deste Chevrolet Nova 1969 preparado para arrancada e conhecido como Murder Nova. Alguma dúvida quanto à origem do nome?

O Murder Nova é quase uma entidade: na comunidade de fãs de arrancada é difícil encontrar quem não o conheça mas, ao mesmo tempo, é como se ele sempre tivesse existido. Não há, por exemplo, um tópico em um fórum mostrando todo o processo de construção, até porque o carro está em evolução constante não apenas para ficar mais veloz, mas também para ficar mais confiável. Afinal, estamos falando de um motor feito especialmente para o carro, que funciona sempre no limite para entregar potência e torque estratosféricos. Quebras são inevitáveis quando se lida com um motor de preparação tão extrema.
Claro, também não estamos falando de um carro que dá problemas o tempo todo. Quer dizer, ele dá problemas… para seus adversários na arrancada. Pudera: esses caras que acham que é uma boa ideia enfrentar um muscle car todo pintado de preto, capaz de cumprir o oitavo de milha (201 metros) nos quatro segundos baixos. Olha só o Murder Nova virando 4,42 segundos a 284 km/h na dragstrip do Memphis International Raceway, em Millington, Tennessee.
Os turbos são bem recuados, posicionados bem perto da parede corta-fogo, a fim de melhorar a distribuição de massas e a transferência de peso sob aceleração. O intercooler fica dentro do carro, sob o painel. Por muito tempo o motor foi alimentado por carburadores. No entanto, atualmente, carro usa um sistema de injeção sequencial FuelTech 500 com injetores billet, que despeja gasolina de competição de 116 octanas dentro dos cilindros.
Toda a força é levada para as rodas de trás através da clássica e robusta transmissão Turbo 400, automática de três marchas. A suspensão, por sua vez, traz amortecedores ajustáveis nos quatro cantos, sendo que a suspensão dianteira traz componentes reforçados e a traseira, um eixo rígido modificado, do tipo four-link. O diferencial traseiro de 9 polegadas é da Strange, bem como os freios a disco nas quatro rodas.

Considerando que, mesmo totalmente depenado (o interior do carro parece pertencer a uma daquelas máquinas pós-apocalípticas de Mad Max), o Murder nova ainda pesa mais de 1,5 tonelada, dá para entender a importância da suspensão reforçada.

É um daqueles casos em que o dono e o carro são instantaneamente associados, e isto é uma das coisas mais bacanas do Murder Nova. Ou você vai dizer que não gostaria de ficar conhecido como “o cara que tem aquele Chevrolet Nova de 3.400 cv?”
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